Brasil já importa carro híbrido, mas só para testes
          

Petrobrás traz dois carros japoneses movidos a combustível e eletricidade de olho em uma alternativa energética futura, mais limpa e barata

A Petrobrás importou dois carros híbridos, movidos por uma combinação de gasolina e energia elétrica, para fazer testes no Brasil a partir de março.

 

Dois modelos japoneses, o Prius, da Toyota, e o Insight, da Honda, foram os escolhidos pela Petrobrás, que vai avaliar o comportamento e o desempenho dos veículos quando abastecidos com a gasolina brasileira, inicialmente rodando no Rio de Janeiro.

 

É o primeiro passo para que, no futuro, esse tipo de veículo tenha condições de ser vendido e até produzido no País.

 

Mais econômico do que um automóvel convencional, o híbrido pode ser uma opção estrategicamente interessante para o Brasil, diante dos preços elevados dos combustíveis, diz o gerente da área de Desempenho de Produtos e Motores da Petrobrás, Décio Magioli Maia.

 

Estudos feitos nos EUA indicam uma economia de 30% a 50% no consumo de combustível em relação a um veículo comum. Nos países desenvolvidos, porém, o que incentiva o consumo é a significativa redução na emissão de poluentes na atmosfera.

 

Veículos híbridos são movidos por uma bateria recarregada pelo motor de combustão interna, a gasolina ou diesel, e pela energia acumulada quando o veículo breca ou está parado.

 

Estão sendo vistos como uma ponte entre os carros atuais, com motores de combustão, e os automóveis do futuro, movidos a células de hidrogênio, ainda em fase de desenvolvimento.

 

Fontes de energia

 

alternativas

 

De acordo com Maia, a Petrobrás está atenta ao desenvolvimento de fontes energéticas alternativas, por isso a decisão de se antecipar a possíveis movimentos das montadoras brasileiras em relação aos carros híbridos. “A empresa tem interesse em adotar, no futuro, algum tipo de energia alternativa, mas ainda não definimos qual.”

 

Os dois carros foram importados diretamente pela estatal. Maia acredita que não haverá problemas de adaptação à gasolina brasileira, que recebe a mistura de 20% de álcool .

 

A Toyota também tem dois modelos Prius trazidos da filial no Japão, que estão guardados na fábrica do grupo em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e deverão ser usados para testes institucionais. A empresa informou não ter, por enquanto, nenhum plano de importar ou fabricar o produto no Brasil.